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Isolamento e Saúde Mental

By saudemental, Mar 24 2020 12:48PM

Durante uma situação de isolamento cada pessoa pode reagir de forma diferente, tendo em conta as suas características individuais, as suas experiências passadas e o apoio de pessoas próximas. Não há uma forma certa de reagir, por isso é normal sentir:


- Ansiedade e medo relativamente à sua saúde e à de pessoas próximas.

- Preocupação pelo facto de ter de ficar em isolamento ou alguém próximo ter de o fazer. Preocupação pelo facto de ter de monitorizar sinais de doença com regularidade. Preocupação pelo facto de estar afastado do trabalho e por não conseguir fazer as suas rotinas habituais.

- Incerteza sobre o que vai acontecer e sobre quanto tempo que será necessário permanecer em isolamento.

- Frustração e aborrecimento, por não poder realizar as suas rotinas e actividades habituais

- Tristeza, falta de esperança


Entre as pessoas que podem reagir com maior intensidade ao stress durante uma crise deste tipo encontram-se:

• Idosos e pessoas com doenças crónicas, que estão em maior risco para a COVID19

• Crianças e adolescentes

• Pessoas que trabalham na resposta à COVID19, por exemplo médicos e outros profissionais de saúde

• Pessoas com doença mental, incluindo as que têm problemas com o uso de substâncias


O stress, durante uma situação de crise como a que vivemos, pode manifestar-se de muitas formas:

• medo e preocupação pela nossa saúde e pela dos nossos familiares ou pessoas mais próximas

• alterações nas rotinas de sono ou de alimentação

• dificuldades em dormir ou em concentrar-se

• agravamento de problemas de saúde já existentes

• aumento do uso de álcool, tabaco, ou outras substâncias


As pessoas com doença mental devem continuar os seus tratamentos e estar atentas ao aparecimento de novos sintomas ou ao agravamento dos mesmos.


Então, o que fazer para reduzir os níveis de stress durante o isolamento?


• Mantenha-se informado a partir de fontes de informação credíveis e partilhe-as com as pessoas mais próximas. Conhecer os factos e perceber realmente a situação actual pode ajudar a si e aos que o rodeiam a ultrapassar a crise e evita que se propaguem mitos infundados que espalham o pânico.


Para aceder a informação oficial e atualizada, em português, consulte o site: https://www.dgs.pt


• Limite o tempo dedicado a procurar notícias sobre este tema. É importante escolher 1 ou 2 fontes de informações credíveis e evitar uma avalanche de notícias a toda a hora, definindo também um limite de tempo por dia dedicado a esta tarefa. Além disto, faça pausas entre a utilização de redes sociais e a leitura de notícias.

• Mantenha a sua rotina o mais próximo possível do habitual. Fazer uma lista de tarefas ajuda a que não disperse entre outras atividades e ajuda-o a manter-se motivado.

• Cuide do seu corpo: faça inspirações profundas, alongamentos e meditação. Tente comer de forma saudável, refeições equilibradas, fazer exercício regularmente, dormir o suficiente e evitar o álcool e outras drogas.

• Reserve tempo para descontrair: faça atividades que lhe dêem prazer. Ver um filme, jogar jogos com amigos através de aplicações, ler um livro...

• Mantenha-se em contacto com os outros, por telefone, videochamada, mensagens… Fale com pessoas em quem confie sobre as suas preocupações e sobre como se sente. Além disto, alguém pode também estar a precisar de uma chamada sua


Lembre-se: o distanciamento que é pedido é apenas físico.

Esta pode até ser uma oportunidade para se aproximar das pessoas de quem gosta de formas inovadoras: videochamadas, gravações de audio, jogos através de aplicações...


Esta não é a primeira situação difícil que enfrenta: recorra às estratégias que usou no passado e que foram eficazes e aplique-as agora!


• Peça ajuda sempre que necessário, especialmente se os níveis de stress estiverem a interferir com as sua capacidade de fazer as tarefas habituais, durante vários dias ou semanas.


Sinais comuns de stress que devem motivar um pedido de ajuda:


- sentir-se atordoado, sem esperança ou capacidade de reagir, ansioso ou com medo

- Alterações no apetite, energia e níveis de atividade

- Dificuldades de concentração

- Dificuldades em adormecer ou em manter o sono; pesadelos; pensamentos ou imagens perturbadoras

- Sensações físicas fora do habitual: dores de cabeça, dores no corpo, queixas de estômago, manchas na pele

- Sentimentos de raiva, ou sentir que “ferve em pouca água”

- Aumento do consumo de álcool, tabaco ou outras drogas



Como posso pedir ajuda?

Através da Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) ou entrar em contacto com o seu médico assistente por telefone ou e-mail (antes de se dirigir pessoalmente a qualquer serviço de saúde)


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